Transição Planetária – Parte II

Dissemos, anteriormente, que está ocorrendo um grande expurgo de Espíritos imperfeitos, renitentes no mal. Tanto os que já desencarnaram, quanto os que estão desencarnando, por virem sistematicamente dedicando-se às práticas malígnas, promovendo o retardamento do progresso do Planeta, não mais poderão reviver na Terra, sendo removidos para a psicosfera de Planetas ainda mais inferiores ao nosso, aguardando por novos e dolorosos embates nos processos reencarnatórios vindouros. Mas, quem são esses Espíritos? Segundo Manoel Philomeno de Miranda, na obra supracitada, são aqueles que:

- acomodaram-se perversamente na indiferença pela dor do seu irmão: são os tremendamente egoístas, os avarentos de toda espécie, que jamais se dispuseram a um ato de caridade;

- dedicaram-se à criminalidade conhecida ou ignorada: são os grandes bandidos, os chefes e chefetes de poderosas quadrilhas de mafiosos, de policiais corruptos, de organizações paramilitares, de traficantes, os homicidas contumazes, os ladrões, etc.;

- extorquiram, subornaram e cometeram crimes do colarinho branco: políticos corruptos, grandes empresários corruptores, lobistas inescrupulosos; os desonestos de uma forma geral;

- dedicaram-se à luxúria: os praticantes da prostituição, sodomia, pornografia, incesto, pedofilia, zoofilia ou bestialismo, fetichismo, sadismo (busca de prazer infligindo dor ao parceiro) e masoquismo (busca de prazer recebendo do parceiro punições que envolvem dor), desvios sexuais, etc.;

- exploração indébita (indevida) de outras vidas: todo empresário que mantém seres humanos na condição de escravidão ou semi-escravidão nos processos de trabalho.

Os maus estão-se indo, portanto. É uma geração velha que parte, Espíritos que tiveram sua oportunidade, mas que desperdiçaram sua chance de evoluir, porque cometeram os mesmos erros de vidas pretéritas. Obstinaram-se na prática do mal, e irão pagar o seu preço. Poderão um dia retornar ao convívio dos seres amados que aqui ficaram, mas deverão expiar suas faltas em outras paragens deste Universo infinito, voltando na condição de redimidos. Essa geração está sendo  substituída por outra formada por bons espíritos, exatamente de acordo com a previsão contida em A GÊNESE, de Allan Kardec. São milhões de seres vindos do sistema solar de ALCÍONE, magnífica estrela de primeira grandeza, a mais luminosa do simbório celeste. Esses Espíritos nobres, voluntários destemidos, aceitaram a amorosa invitação de Jesus. E quem consegue resistir ao convite amoroso do Cristo? Cedo ou tarde cederemos, extenuados pelo sofrimento, para o nosso próprio bem e felicidade!

Por JORGE PIMENTEL Postado em Doutrina

TRANSIÇÃO PLANETÁRIA

Nova capa do livro Transição Planetária

Em nossa modesta opinião, o livro TRANSIÇÃO PLANETÁRIA, ditado pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, psicografado pelo octagenário médium Divaldo Pereira Franco, é a obra mais importante da última década, no meio espírita e, quiçá, na literatura mundial.  Recomendo a sua leitura e releitura.

Mas, afinal, o que significa essa tal de “Transição Planetária” e como ela se dará?

Que papel iremos desempenhar nessa transição? O que fazer? Qual o nosso contributo para a construção de um mundo melhor?

Preliminarmente, cumpre-nos registrar que essa questão já havia sido tratada por Kardec em sua obra A GÊNESE (5º livro básico da Doutrina Espírita, editado em 1868), no capítulo XVIII, itens 27 e 28, sob os sugestivos títulos “Sinais dos Tempos” e “A Geração Nova”.

Em resumo, os Espíritos Superiores revelaram a Kardec que o planeta Terra estaria dando início a um processo de ascensão na hierarquia dos mundos, mediante a transição de mundo de provas e expiações para mundo de regeneração (para mais detalhes sobre o assunto, leia o nosso artigo sobre Pluralidade dos Mundos Habitados).

O livro Transição Planetária traz informações de extrema relevância para o presente e o futuro do nosso querido planeta azul. Vamos procurar elencar, abaixo, as mais importantes:

1ª) Desde algum tempo, os Espíritos renitentes no mal, colhidos pela morte do corpo físico, não mais estão reencarnando na Terra. Estão sendo recolhidos pelos Mentores e levados para regiões especiais, nas zonas umbralinas, donde serão removidos para mundos inferiores ao nosso, onde terão a oportunidade de reencarnar entre seres muito primitivos e colaborar para o progresso do orbe que os aguarda. Após muitas provas e expiações, poderão retornar, desde que já se encontrem engajados no campo do bem, evidentemente. Está ocorrendo, portanto, um verdadeiro expurgo de milhões de Entidades malignas, o que acarretará uma limpeza geral da psicosfera do planeta.

2ª) Espíritos Superiores – cientistas, filósofos, artistas, grandes líderes religiosos e políticos, etc. – estão sendo reconvocados por Jesus, o grande Governador Espiritual da Terra, para reencarnarem novamente entre nós, eles que já se encontravam em outras paragens deste Universo infinito, dando, uma vez mais, o seu contributo para a edificação de um mundo melhor.

3ª) Finalmente, a grande revelação: milhões de Espíritos de moral elevada, também convocados amorosamente pelo Cristo, estão reencarnando entre nós, provenientes do sistema solar de ALCÍONE (ou ALCYONE), a estrela mais brilhante do aglomerado aberto das Plêiades, na Constelação do Touro. Este processo de reencarnação em massa vem ocorrendo desde a segunda metade do século XX; porém, intensificou-se a partir do nosso século. Em assim sendo, podemos concluir que todas as famílias humanas terão, a curto espaço de tempo, um dos filhos de Alcíone como membro destacado do seu clã: são as famosas CRIANÇAS ÍNDIGO e CRISTAL, a exigirem de nós, pais e educadores, muito amor, carinho e paciência para poderem revelar todo o seu potencial, porque são seres especiais vindos de esferas de luz, desacostumados com a escuridão moral do Planeta.

4ª) Por derradeiro, a pergunta que os leitores podem estar se fazendo: qual a razão da vinda de Espíritos alienígenas para o processo de moralização da Terra, provenientes de Alcíone?

Primeiro, por não terem vínculos afetivos com nenhum dos terrícolas, “não enfrentariam impedimentos interiores para os processos de doação, para os reencontros dolorosos com aqueles que permanecem comprometidos com o mal”, que têm interesses na manutenção do “status quo” de atraso moral do planeta.

Segundo, “por serem mais adiantados moralmente, podem contribuir com exemplos edificantes capazes de silenciar as forças da perversidade e obstaculalizá-las com os recursos inexcedíveis do sacríficio pessoal, desde que as suas não são as aspirações imediatas e interesseiras do mundo das formas.”

O Espírito Manoel Philomeno de Miranda também narra, do ponto de vista material e espiritual, os acontecimentos trágicos relativos ao tsunami ocorrido no Oceano Índico, que se abateu, em 26/12/2004, sobre a região de Sumatra, na Indonésia, ceifando mais de 230.000 vidas, em 14 diferentes países daquela área.

Ainda segundo Manoel Miranda, “vive-se, na Terra, o momento da grande transição de mundo de provas e expiações, para mundo de regeneração. As alterações que se observam são de natureza moral, convidando o ser humano à mudança de comportamento para melhor, alterando os hábitos viciosos, a fim de que se instalem os paradigmas da justiça, do dever, da ordem e do amor.”

Apressemo-nos, portanto, em nosso processo de reforma íntima e elevação espiritual, a fim de não sermos levados de roldão pelo tsunami moral que ora se abate sobre o planeta!

Por JORGE PIMENTEL Postado em Doutrina

O Fenômeno da Morte

Preliminarmente, cumpre-nos conceituar MORTE como sendo a extinção da vida orgânica, o fim da vida animal, segundo o dicionário Aurélio. Já a morte natural é o esgotamento dos órgãos, em consequência da idade avançada do homem. Esse esgotamento também pode dar-se quando os elementos essenciais ao funcionamento dos órgãos estão destruídos ou muito profundamente alterados, por diferentes motivos, tais como acidentes, ferimentos, tentativas de suicídio, abusos do álcool, do fumo, das drogas, da comida, sexo desregrado, etc.

Para melhor compreensão do fenômeno da morte, seria de bom alvitre traçarmos um paralelo com o fenômeno do nascimento, segundo a visão espírita. No momento da fecundação do óvulo pelo espermatozóide, o ser em formação absorve da psicosfera do planeta o fluido vital necessário ao seu desenvolvimento e manutenção da sua vida. Inicia-se, posteriormente, complexo processo de ligação entre o perispírito do Espírito reencarnante e o novo corpo. Ao fim e ao cabo desse processo, estará o perispírito completamente conectado no corpo, molécula a molécula, célula a célula, agindo como o modelador da forma que o novo corpo terá, influenciando decisivamente gens e cromossomos.

Com a morte, inicia-se o processo inverso, de desconexão entre o períspirito e o corpo físico.  Na morte natural, os laços são desfeitos simultaneamente à extinção do fluido vital. No suicídio, esses laços levam muito tempo para serem rompidos definitivamente, e o suicida acompanha até mesmo a decomposição do seu corpo, numa agonia indescritível. Na tentativa de encontrar uma solução para os seus problemas, com o aniquilamento do próprio corpo, acaba enfrentando problemas piores, elevando à enésima potência as suas dores.  Nos tipos de morte violenta (homicídios, acidentes com veículos automotores, cataclismos, etc.), em que a vida encontra-se na sua pujança e os liames entre o corpo e o períspirito são fortes, há a necessidade da intervenção dos Espíritos superiores, para que o processo de desligamento entre a alma e corpo se opere com a rapidez necessária.

Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, questão 149, pergunta aos Espíritos de luz “o que sucede à alma no instante da morte?”. A resposta é clara e concisa: “volta a ser Espírito, isto é, volve ao mundo dos Espíritos, donde se apartara momentaneamente”.  Essa questão está vinculada diretamente a um dos princípios básicos da Doutrina Espírita, que é a IMORTALIDADE DA ALMA. O Espiritismo afirma categoricamente que o Espírito encarnado, ou alma, é indestrutível. O que fenece é o corpo. A alma, sendo imortal, sobrevive à morte e conserva sua individualidade no outro plano de vida (vida espiritual), graças ao seu segundo corpo, chamado perispírito. É através dele que o Espírito desencarnado mantém os traços característicos de si mesmo, reaprendendo  a se comunicar com outros desencarnados.

Na transição da vida corporal para a Espiritual, produz-se um outro fenômemo muito importante para a compreensão geral da morte: a perturbação, que é uma espécie de torpor que toma conta do ser e leva um tempo muito variável para se dissipar, de horas até anos, conforme o estado de evolução do ser, assunto que será examinado em outro post.

Importante falarmos e discutirmos sobre o tema MORTE, para que tenhamos a perfeita noção do que estamos fazendo aqui, na Terra, qual a finalidade da vida, qual o objetivo maior do Espírito encarnado. Deus criou o nosso Espírito para a pefeição moral e a felicidade sem mácula. Saibamos aproveitar a oportunidade da reencarnação. Não desperdicemos o nosso precioso tempo com futilidades e coisas banais!

Por JORGE PIMENTEL Postado em Doutrina

ESCALA ESPÍRITA

Progresso espiritualPor que é tão importante para nós, espíritas, conhecermos as diferentes ordens e classes de Espíritos? Primeiro, porque nós lidamos com os Espíritos desencarnados diuturnamente nas reuniões mediúnicas e nos trabalhos de desobsessão. Então, precisamos conhecer bem com quem estamos lidando, para não sermos ludibriados por Entidades mentirosas, pseudo-sábias, hipócritas, maldosas ou zombeteiras, já que eles, por se encontrarem no mundo espiritual, são invisíveis aos nossos olhos, a não ser que tenhamos algum médium vidente na equipe, que consiga enxergar os Espíritos que estão se comunicando através dos medianeiros. Como a faculdade da vidência é uma raridade, resta-nos apelar para o perfeito conhecimento da Escala Espírita apresentada por Kardec a partir da questão 100 de “O Livro dos Espíritos”.

A primeira constatação é que os Espíritos desencarnados, assim como os encarnados (os vivos), são todos diferentes uns dos outros e que existe uma hierarquia entre eles, de acordo com o grau de perfeição que alcançaram, em termos de inteligência e moralidade.

Os Espíritos Superiores – que ditaram a Doutrina Espírita a Allan Kardec – admitem, de uma maneira geral, três ordens, subdivididas em dez classes. Primeiro, vamos analisar os ordens:

1ª Ordem: Espíritos Puros. São Espíritos que, ao longo de sucessivas encarnações, atingiram o grau supremo de perfeição moral e intelectual. Não precisam mais reencarnar, a não ser por missão. Gozam de um estado de felicidade inalterável, sem mácula. Compreendem a natureza íntima de Deus e o vêem.

Em suas raras comunicações com os homens, usam de uma linguagem perfeita e culta. Expressam pensamentos de elevada sabedoria e invariavelmente dão conselhos para o bem de todos.  Nunca impõem as suas ideias, respeitando o livre-arbítrio dos que os escutam. Apesar de deter um conhecimento ilimitado de todas as coisas, somente revelam as verdades universais gradativamente, de acordo com o estado de progresso e compreensão humanos.

2ª Ordem: Espíritos Bons. O desejo do bem é a sua preocupação principal. Atingiram o meio da escala e sabem que ainda tem um longo caminho a percorrer até atingir o topo da escala. Por isso, não medem esforços para se melhorarem e, às vezes, antes de reencarnar, pedem provas que estão acima de suas forças, tal a vontade de progredir mais rapidamente. Há neles a predominância do espírito sobre a matéria. São felizes pelo bem que fazem e pelo mal que impedem. Estão sempre a sugerir bons pensamentos, a desviar do caminho do mal os homens. Protegem na vida os que se tornam dignos dessa proteção, neutralizando a influência dos Espíritos imperfeitos  sobre aqueles que não se comprazem em sofrê-la. Quando encarnados, são bons e benevolentes com os seus semelhantes, não sendo movidos pelo orgulho, egoísmo ou ambição. Não experimentam ódio, rancor, inveja ou ciúme e fazem o bem pelo bem.

Em suas comunicações, o seu linguajar vai de acordo com os seus conhecimentos, que são finitos. Do mesmo modo que os Espíritos Puros, sempre aconselham para o bem e nunca impõem o seu pensamento, deixando para os encarnados a decisão final de seus problemas.

3ª Ordem: Espíritos Imperfeitos. Nesta ordem encontram-se a grande maioria dos Espíritos, sejam encarnados ou desencarnados. Alguns não fazem nem o bem nem o mal. Outros, sentem prazer em praticar o mal. Estes são extremamente ciumentos e invejosos. Não suportam ver ninguém feliz. Estão sempre em busca de ocasião de praticar o mal. Há também, em grande quantidade, Espíritos maliciosos, zombeteiros e levianos, cujo principal objetivo é cometer pequenas contrariedades e mistificações, para terem de que se rir e zombar posteriormente.

Seus conhecimentos são, as mais das vezes, bastante limitados. Tentam impor as suas ideias e os seus sistemas. Sua linguagem, grosseira e trivial, atesta o seu grau de inferioridade. Alguns até detêm conhecimentos bastante amplos; porém, suas ideias são pouco elevadas e mais ou menos desprezíveis seus sentimentos. Dão conselhos falsos, sopram a discórdia e a desconfiança e se mascaram de todas as maneiras para melhor enganar.

No próximo “post” analisaremos mais detalhadamente as características das dez classes.

Por JORGE PIMENTEL Postado em Doutrina

Pluralidade dos Mundos Habitados

Uma das maiores revelações dos Espíritos superiores, que ditaram a Doutrina Espírita a Allan Kardec, sem sombra de dúvida, é a existência de vida humana em outros planetas; por outras palavras: pluralidade dos mundos habitados, que é um dos cinco princípios básicos da Doutrina Espírita. Essa questão é tratada, especialmente, em O Livro dos Espíritos (perguntas 55 a 58, 172 a 188 e 234 a 236) e em O Evangelho Segundo o Espiritismo (Capítulo III – Há Muitas Moradas na Casa de meu Pai).

Da leitura e interpretação das citadas obras, podemos concluir (e acrescentar) o que segue:

1) Todos os globos que se movem no espaço sideral são habitados. Alguns, por humanidades encarnadas; outros, somente por Espíritos desencarnados; acreditar que só haja seres vivos em nosso planeta equivale a duvidar da sabedoria de Deus, que nada fez de inútil no Universo. Na galáxia em que o Sol está inserido, chamada Via Láctea, segundo os astrônomos, há aproximadamente 200 bilhões de estrelas (alguns admitem até o dobro desse número), a arrastar consigo um número incomensurável de planetas e satélites naturais. Há, evidentemente, galáxias muito maiores que a nossa Via Láctea no Universo. Dessa forma, a probabilidade de existir vida humana somente em nosso planeta é nula. Jesus, do alto de sua sapiência, há dois mil anos atrás, já afirmava aos seus discípulos que havia muitas moradas na casa do Pai (leia-se Universo). E a Ciência oficial da Terra, no futuro, certamente vai confirmar todas essas revelações. Ainda a propósito do tema, afirmam os Espíritos Superiores que, em nosso sistema solar, Júpiter é um dos planetas mais próximos da perfeição, nos moldes da escala contida no cap. III de O Evangelho segundo o Espiritismo. O Espírito Humberto de Campos, em um de seus livros ditados ao médium Francisco Cândido Xavier, comenta uma viagem sua ao Planeta Marte, confirmando a existência de uma civilização mais adiantada que a da Terra, material e moralmente.

2) Os mundos habitados somente por Espíritos desencarnados, ou errantes,  são chamados de  mundos transitórios, por abrigarem, em sua psicosfera, plêiades de Espíritos que lá residem transitoriamente, descansando de uma longa erraticidade, estudando, trabalhando e se preparando para futuras encarnações em outros planetas deste Universo infinito (que poderá ser a própria Terra). Nesses globos não existe vida, ou seja, a sua superfície é completamente estéril. Entendamos por Espíritos errantes aqueles que se encontram no estado de desencarnados, esperando para reencarnar e dar continuidade à sua caminhada rumo à perfeição moral.

3) A constituição física dos globos em nada se assemelham; a bem da verdade, esses mundos contêm elementos químicos que desconhecemos; de consequência, os seres racionais que os habitam também têm corpos constituídos de matéria muito diferente da nossa , se bem que todos guardam a aparência humana.

4) Os Espíritos superiores admitem a seguinte classificação dos mundos habitados, em ordem crescente da moralidade de seus habitantes:

a) Mundos Primitivos: habitados por Espíritos que experimentam suas primeiras encarnações; são Espíritos recém saídos das mãos do Criador, criados simples e ignorantes, ou seja, sem saber. Prevalecem, nesses mundos, os instintos e a lei do mais forte.

b) Mundos de Expiações e Provas: onde há a predominância do mal sobre o bem. Os Espíritos reencarnam nesses mundos com o intuito de expurgarem os erros cometidos em vidas passadas (expiação) ou se submeterem a novas provas, através das quais serão testados em suas novas disposições para o progresso moral, necessário e inadiável. A Terra é um exemplo desse tipo de mundo.

c) Mundos de Regeneração: são mundos de transição entre os mundos de expiações e os mundos felizes. Prestam-se para a reencarnação de Espíritos que ainda têm provas a suportar, mas sem as angústias da expiação. Esses mundos ainda estão sujeitos às leis que regem a matéria, mas livres das paixões desordenadas. Orgulho, inveja e ódio já não aí mais existem.

d) Mundos Ditosos ou Felizes: onde há a predominância do bem sobre o mal. A forma dos corpos ainda é a humana, mas mais aperfeiçoada, embelezada e purificada. Os sentidos são mais apurados e a locomoção é facilitada pela leveza dos corpos.

e) Mundos Celestes ou Divinos: habitados somente por Espíritos Puros, que atingiram o grau máximo de perfeição. Esses Espíritos gozam de um estado inalterável de felicidade. Não precisam mais reencarnar; não possuem mais corpos materiais.  Nesses mundos, o bem reina soberano.

5) Os mundos também progridem na escala retromencionada. A Terra já foi um mundo primitivo, atualmente ocupa a condição de mundo de expiação e prova, mas já se encontra em pleno processo de transformação para mundo de regeneração.

6) Nossas diferentes encarnações não se processam todas na Terra. Podemos ter reencarnado em outros planetas e voltado a este, ou estar na Terra pela primeira vez. O certo é que, se envidarmos os necessários esforços no caminho do bem, poderemos fazer jus a reencarnar em um planeta bem melhor, de regeneração, por exemplo. Então, mãos à obra, que o trabalho nos espera há muito tempo!

Por JORGE PIMENTEL Postado em Doutrina

Quanto ao Perdão

No Cap. X de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec, cujo título é “Bem-aventurados os que são misericordiosos”, são tratadas e esclarecidas pelos Espíritos superiores questões importantes relativas à boa convivência entre as pessoas, tais como o perdão das ofensas, indulgência (tolerância, benevolência), reconciliação com os adversários, censura, crítica, julgamento das atitudes alheias.

Queremos nos deter na análise dos itens 1 a 4 do referido capítulo, Perdoai para que Deus vos Perdoe. São retiradas do Evangelho segundo São Mateus as seguintes palavras de Jesus:

1.  Bem-aventurados os que são misericordiosos, porque obterão misericórdia. (S. Mateus, 5:7)

Misericordioso, segundo o dicionário Aurélio, significa aquele que perdoa as ofensas que lhe fazem. A misericórdia, além do perdão, pressupõe, também, o esquecimento completo das ofensas. Então, conforme Jesus, todo aquele que usa de misericórdia para com o seu semelhante, por sua vez, quando cometer um erro e ofender o seu irmão, também será perdoado, ou seja, também obterá misericórdia. Este é mais um exemplo da famosa “Lei de Ação e Reação”, uma das tantas leis que regem o Universo, a qual tem aplicabilidade tanto na esfera material, quanto na espiritual. Na esfera dos corpos materiais, esta lei foi descoberta pelo cientista inglês Isaac Newton, no século XVII, ficando conhecida como A Terceira Lei de Newton, cujo enunciado é o seguinte: a toda ação corresponde uma reação, com a mesma intensidade, mesma direção e sentidos contrários. Na esfera moral, significa dizer que toda ação, boa ou má, de um indivíduo, terá uma reação equivalente, também boa ou má. Por outra, quem planta o bem, colhe o bem; quem planta o mal, colhe o mal.

2. Se perdoardes aos homens as faltas que cometerem contra vós, também vosso Pai celestial vos perdoará os pecados; – mas, se não perdoardes aos homens quando vos tenham ofendido, vosso Pai celestial também não vos perdoará os pecados. (S. Mateus, 6:14 e 15.)

De novo, a aplicação da Lei de Ação e Reação: perdoando, seremos perdoados. E “ai daquele que diz: nunca perdoarei. Se não for condenado pelos homens, sê-lo-á por Deus. Com que direito reclamaria ele o perdão de suas próprias faltas, se não perdoa as dos outros?”

3. Se contra vós pecou vosso irmão, ide fazer-lhe sentir a falta em particular, a sós com ele; se vos atender, tereis ganho o vosso irmão.

Recomendação importantíssima do Cristo, no sentido de falarmos com o nosso ofensor em particular, mostrando a ele o seu erro, a sua ofensa. Somente desta forma, iremos “ganhar” o nosso irmão, ganhar a sua amizade, respeito, admiração. Bem, e se o nosso ofensor não quiser conversar? Aguardemos nova oportunidade. E ela sempre vem, se a desejarmos com sinceridade. Deus não deixará de nos conceder essa chance de reconciliação com o nosso adversário.

Se o ofensor aceitar conversar, duas coisas podem acontecer. Ele aceita que errou e pede desculpas: o ofendido “ganhou” o ofensor. Ele não aceita que errou. Bem, neste caso, o ofendido terá que fazer uma reflexão profunda  sobre a questão da ofensa. Quem ofendeu quem? Se o ofensor estiver com a razão, então o ofendido é que terá de pedir desculpas e humildemente admitir que errou na sua avaliação precipitada, “ganhando”, de qualquer forma, seu adversário. Após a reflexão, se continuar entendendo que está com a razão e, realmente, foi ofendido, então terá que aguardar uma nova oportunidade para conversar a sós com o ofensor.

Ao fim e ao cabo, nosso objetivo maior é “ganhar” o ofensor, nas sábias palavras de Jesus, evitando dissabores futuros com esse nosso irmão nas próximas reencarnações.

Por JORGE PIMENTEL Postado em Doutrina

Minibiografia de Allan Kardec

Allan Karde e sua mulher, Amelie BoudetCaro amigo: estou criando uma página contendo uma minibiografia de Allan Kardec, codificador e sistematizador da Doutrina Espírita. Ele e sua esposa (figura ao lado) foram fundamentais para que o Consolador prometido por Jesus se materializasse no plano dos encarnados. Esta doutrina bendita, que tanto bem tem-nos feito, deve-se ao trabalho incansável deste verdadeiro missionário, coadjuvado pela sua mulher, que lhe deu todo o amparo à execução da obra invulgar de sistematização do ensino dado pelos Espíritos superiores, que dirigem os destinos da humanidade terrena, sob o comando do Cristo. Onde eles estiverem, recebam o nosso preito de eterna gratidão e os nossos melhores sentimentos de amor. Boa leitura!

6º Congresso Espírita do RS

prorrogadas as inscrições

Caro irmão: tu não podes deixar de ir no 6º Congresso Espírita do RS, de 7 a 9 de outubro deste ano, na bela cidade de Gramado-RS. Sabes quem são os conferencistas? Nada menos que Divaldo Pereira Franco, J. Raul Teixeira, Suely Caldas Schubert, André Trigueiro, Vinícius Lousada, Sérgio Lopes, Claudio Sinoti, Alberto Almeida, Hélio Ribeiro Loureiro e Nestor João Masotti. Só “feras” do Espiritismo brasileiro! Tu vais perder este banho de luz, essa bela oportunidade de aprendizagem? Faça logo tua inscrição! Visita o “site” oficial do evento: http://www.espiritismors.org.br

O FILME DOS ESPÍRITOS

Fiquem atentos: estreia no dia 07/outubro nos cinemas ” O Filme dos Espíritos”, livremente baseado em O Livro dos Espíritos, escrito por Allan Kardec em 1857, quiçá a mais admirável obra produzida em toda a história da humanidade. O término da exibição está previsto para novembro. Portanto, não percam esta chance!

Sinopse: Após perder a esposa e a caminho do suicídio, um homem se depara com “O Livro dos Espíritos” e começa uma jornada de transformação interior rumo aos mistérios da vida espiritual e suas influências no mundo material.

Por JORGE PIMENTEL Postado em Filmes